A maneira que considero o uso correto
Foto: Rafael Gassner
Sou meio purista com relação a equipamentos de segurança. Defendo-os e acho besteira quem não os usa, pois está brincando com a própria vida. Além disso, quem se quebra em uma atividade outdoor, pode estragar o final de semana de todas as pessoas que estão junto com ele.
No voo livre aprendi um preceito simples, mas muito eficiente: se você tem um equipamento, use-o! Era normal alguém não conectar o acelerador do parapente quando iria fazer um voo de fim de tarde. Mas já vi pessoas em apuros por não fazer algo tão simples quanto isso.
Mas do que adianta usar os equipamentos de forma incorreta? Ter uma falsa impressão de segurança, muitas vezes, é pior do que não usar coisa nenhuma. Pelo menos, quando você não os usa, toma mais cautela em suas atividades.
O que você prefere quebrar, o seu capacete ou a sua cabeça?
Pensando nisso resolvi escrever um pouco sobre o uso correto do capacete. O que falarei aqui está voltado para capacetes de mountain bike, mas as regras gerais valem para quase qualquer tipo. Quero mostrar, na prática, o porquê dos erros ou acertos na maneira de “vestir” o capacete.
Um Exemplo do Uso Correto do Capacete - A foto mostra o meu ideal (ou quase) do uso correto do capacete. Veja que ele está bem posicionado na cabeça, paralelo com o chão. Não está apontando para baixo nem para cima. Veja também que as tiras de fixação estão sem folgas, mas não apertadas demais que eu não consiga abrir a boca ou engolir algo.
Veja também que o ponto onde as tiras se dividem está localizado logo abaixo das minhas orelhas. Este é um ajuste em que muitas pessoas erram. Aqueles pedaços de plástico que separam as tiras em duas partes são para serem regulados como na foto acima. Se fosse para eles ficarem junto com a presilha, que se prende ao pescoço, não teriam razão de existir.
Eles estão lá exatamente para isso: ao se posicionarem mais perto do capacete, este fica estável e com baixa tendência de se mover na cabeça. Caso estivessem colados junto com a presilha, mesmo que as tiras fossem bem apertadas, facilitariam a movimentação do capacete na cabeça. E isso é a última coisa que queremos. Um bom capacete é aquele que fica firme em nossas cabeças!