Rali Cross-contry
A 17ª edição do Rally dos Sertões terá o maior percurso de sua história, com 5.000 quilômetros de Goiânia (GO) a Natal (RN) e prometem desafios aos pilotos de moto, quadriciclo, carros e caminhões nas trilhas.
A competição, disputada na modalidade cross-country, funciona da seguinte forma: em cada dia, os competidores terão um deslocamento entre dois pontos e, dentro deste percurso acontece a especial. No trecho especial, os veículos devem realizar o melhor tempo, que garante a colocação na prova. Ao chegar à Natal, último dia de prova, quem totalizar o menor tempo durante os dez dias de prova, vence.
Durante a competição, os pilotos encaram o deslocamento inicial, que vai até o ponto de largada do trecho cronometrado, chamado de "especiais". Nesse trecho podem haver "zonas de velocidade controlada", definidas pela organização e indicada aos pilotos através das planilhas de navegação. Terminado o percurso cronometrado, os competidores seguem pelo deslocamento final até o acampamento montado em uma cidade próxima, onde passam a noite à espera da largada no dia seguinte.
As competições cross-country também podem ser realizadas em circuitos fechados, com a quilometragem definida. No caso do Sertões, a prova é realizada "ponto a ponto", ou seja, parte de um local com destino a outro. A prova deste ano atravessará sete estados brasileiros.
Durante o Rally dos Sertões acontece a chamada "etapa Maratona", da qual nenhum competidor poderá ter auxílio mecânico no veículo após determinada etapa. No fim desta etapa, todos os veículos ficam fechados no Parque de Apoio até o dia seguinte da prova e somente a limpeza dos filtros das motos são permitidas.
Categorias de acordo com o veículo
Os veículos que disputam o Rally dos Sertões são divididos em categorias e sub-categorias, de acordo com o modelo do veículo, tipo de combustível, peso e o modo que são preparados para a prova. Confira o resumo de cada uma das categorias:
CARROS
Os carros possuem quatro categorias para o ano de 2009 e todos devem possuir restritor de combustível, conforme a categoria indica. Apenas veículos L-200 R e TR4-R e 4x4 a álcool e gasolina aspirados, não será obrigatório o uso do restritor.
Production (T2) - Veículos de série das montadoras nacionais ou importados, com produção mínima de mil unidades, e preparação limitada, adequada às competições. As modificações podem ser estéticas e na carroceria para fixação do estepe, com mudanças também limitadas à parte mecânica. O peso original do veículo deve ser mantido. Alterações de peças para melhorar a resistência do veículo, reforçar o carro ou baixar o custo para a categoria podem ser feitas desde que homologadas. No caso da troca do motor, o piloto passa automaticamente para a categoria Super Production, e levará uma penalização de 3 horas no tempo acumulado.
Production Light - A sub-categoria possui uma série de limitações para ser realizada. É necessária a inscrição mínima de cinco participantes que devem ser iniciantes e não terem vencido ou ficado em segundo lugar das principais competições off-road do país.
Super Production - A categoria é derivada da Production, e o que difere é que as alterações feitas no carro são ilimitadas, mas respeitado o regulamento da prova. O motor deve ser original, sem mudanças; diferente do câmbio, que pode ser substituído por outro de fabricação nacional e não pode ser seqüencial. Algumas alterações, como na suspensão, precisam de homologação para ser validada. Assim como na Production, a troca do motor implica na mudança de categoria (Protótipo) e na penalização de três horas no tempo acumulado.
Protótipo (T1) - São os veículos que não se encaixam em nenhuma outra categoria, montados especialmente para provas de rali. Toda a preparação é livre, o que apenas deve respeitar a FIA é o peso dos veículos movidos a gasolina ou álcool. Como esta é a última categoria para os carros, em caso de substituição de motor, o concorrente apenas leva a penalização de três horas.
T1 FIA (carros/ caminhões) - São veículos de cross-country melhorados, derivados dos carros homologados na categoria T2 FIA. Eles podem ser construídos e devem se encaixar nas normas do Anexo J da Federação Internacional de Automobilismo.
T2 FIA (carros/ caminhões) - Os veículos devem se encaixar nas normas do Anexo J; para os importados, a inspeção é maior e devem passar por todos os quesitos do regulamento internacional da FIA. A pesagem do carro não pode estar abaixo do permitido, caso contrário, acontece a desclassificação.
CAMINHÕES
Os caminhões serão divididos em duas categorias de acordo com o peso, além da Sertões Experience em 2009. Para ser considerado um caminhão, o veículo deve pesar acima de 3.500 quilos, ter tração em pelo menos dois eixos, usar óleo diesel e deverá ter uma cabine. Para validar a categoria é preciso ter mais de três inscritos e o limite é de vinte.
T4.1 - 3.500 a 4.800 quilos
T4.2 - 4.801 a 8.500 quilos
Os caminhões também se encaixam nas categorias T1 e T2 FIA, assim como os carros.
MOTOS E QUADRIS
Este ano, para motos e quadriciclos, a competição valerá pelo Campeonato Brasileiro e pela 4ª Etapa do Mundial FIM de Rally Cross-country.Ao todo, são quatro subcategorias de motos e duas de quadriciclos, classificadas de acordo com a cilindrada de cada uma.
Production - Para motocicletas de Trail até 450cc, 2 e 4 tempos; para as produzidas no Brasil, pode ser até 700cc. Elas devem ser originais de fábrica e alguns itens podem ser alterados, como pneus, rodas, tanque de combustível, bancos e até mesmo a preparação do motor, respeitando o limite da cilindrada. Durante todo o Rally dos Sertões, apenas um motor deverá ser utilizado; os únicos reparos que poderão ser feitos são: limpeza de filtros, trocas de pneus, aros, raios, pastilhas de freio, lonas de freio, pára-lamas, regulagem de mistura de combustível no carburador, substituição ou conserto de peças desde que não sejam internas do motor.
Super Production - Aberta para motos de 250 a 1.300cc de Enduro, Cross, Rally e Protótipos. A preparação da moto é livre e o competidor poderá fazer a vistoria de dois motores, caso necessária a troca.
Sport - Para motos até 380cc (2 tempos) e até 700cc (4 tempos) e segue as mesmas regras da Super Production. Algumas mudanças devem ser relatadas à Organização da prova, como a abertura do motor; caso não haja nenhuma comunicação, o piloto pode ser automaticamente desclassificado.
Brasil - As motos devem ser obrigatoriamente fabricadas no Brasil, de trail e até 450cc. O preparo é livre e só um motor pode ser usado. Esta é a única categoria que vale apenas para o Rally dos Sertões, e a classe é aberta, com motos acima de 450cc até 1300cc, mono ou bi-cilindrica.
Quadriciclos 450cc - Com tração 4x2 ou 4x4 a categoria permite veículos com preparação livre e de até 450cc. O quadri precisa ter um sistema de iluminação com geração própria de luz.
Quadriciclos Extreme -Segue os padrões da outra categoria de quadriciclos, mas a motorização não deve ultrapassar 1.300cc.
PARA TODOS OS VEÍCULOS
Sertões Expedition - Para iniciantes na modalidade, a categoria só poderá ter inscritos em funções que nunca desempenharam no Sertões. Ao todo serão vinte vagas para a prova que segue a programação normal da competição até o dia 26 de junho.