O Jalapão como você nunca viu


Por Tricia Vieira | 09/10/2009 - Atualizada às 16:36

Paisagens são exuberantes
Paisagens são exuberantes
Foto: Caetano Barreira/ www.webventure.com.br
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Após conhecer a acolhedora Palmas, o que nos espera no Jalapão só pode trazer boas expectativas. Ao pegar a estrada TO-050 até Porto Nacional e depois a de terra batida na TO-255 até Ponte Alta do Tocantins, portão de entrada para o Jalapão, é possível perceber a riqueza do cerrado e suas paisagens.

Um pôr de sol de tirar o fôlego nos acompanha e casais de araras azuis nos recepcionam. Na beira da estrada dá para parar e comer dezenas de cajuis, o caju do cerrado. Menor que o tradicional, ele é doce e delicioso para refrescar o calor de 36 graus médios que faz na região em setembro.

Saindo de Ponte Alta, uma das oito cidades que fazem parte da região do Jalapão, o primeiro convite para aguentar as próximas quatro horas de calor até chegar ao acampamento na região de Mateiros é uma parada na Cachoeira de Sussuapara. São 168 metros de caminhada para chegar a uma fenda escavada na rocha que jorra água fresca formando um pequeno cânion. Também conhecida como a Gruta do Desejo, diz a tradição que se pegar uma das milhares de pedrinhas que tem pelo seu chão e fizer um pedido, será atendido. Só não vale pedir dinheiro e amor.

O nome Jalapão veio de um tubérculo chamado Jalapa. A batata que nasce no cerrado da região é colocada na pinga para dar um gosto forte e amargo. A dose dupla da bebida se chama Jalapão.

Pelo parque - O Jalapão é um Parque Estadual desde 2001 e está em processo de regulamentação. A maioria de suas atrações fica em propriedades particulares. Apesar das tentativas de negociação, não se concretiza o acordo para fazer do Parque um lugar totalmente público.

O Estado oferece pouco pelas terras e os proprietário se recusam a vender seu pedaço de paraíso a um valor muito baixo. Enquanto isso, para visitar algumas de suas cachoeiras e fervedouros, é preciso pagar R$ 5,00 por pessoa.

O preço é barato para contemplar as paisagens do cerrado, as chapadas a perder de vista, os rios e nascentes de água transparente e os milhares de buritizais e veredas, forradas de capim dourado. Nessas horas é possível entender que as difíceis horas sacolejando no carro até o Jalapão tem seu propósito.


A reportagem do Webventure viajou a convite do Sebrae-TO.

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