A pesquisa analisou o perfil dos escaladores brasileiros
Foto: Carlos Ximenes
O montanhismo Davi Marski liberou os dados de sua pesquisa com escaladores brasileiros. Com a participação de 739 pessoas, o estudo concluído no dia 19 de outubro traçou um perfil dos praticantes de escalada.
A pesquisa mostrou que cerca de 82% dos praticantes são do sexo masculino. Isso significa que, de todas as pessoas que responderem ao questionário, apenas 130 são mulheres. Esse é um dos dados que continua entre os mais desiguais apresentados, desde a pesquisa realizada em 2005.
Já em distribuição, a maior parte dos escaladores se encontra na região sudeste. São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais correspondem a 65% das pessoas que praticam o esporte (31%, 21% e 13%, respectivamente). No entanto, houve uma mudança em relação aos resultados de 2005, em que o estado carioca era muito mais equiparado ao paulista.
Entre o número de viajantes, o estudo mostrou que grande parte dos entrevistados viaja para outros lugares, mas a maioria para dentro do próprio Brasil. Cerca de 80% dos escaladores foi para outros estados apenas para escalar. No entanto, apenas 36% arriscam-se a explorar fronteiras fora do território nacional apenas para a prática desse esporte.
Na parte econômica, os resultados mostram que a escalada é um esporte praticado, na maior parte, pela população que possui renda alta. Mais da metade das pessoas (52%) recebem mais de oito salários mínimos, enquanto apenas 1% recebe menos de dois salários mínimos.
Segurança em primeiro lugar - Um dado interessante apresentado é o das pessoas que fizeram curso de escalada. Mais de 500 entrevistados, ou 69%, estudaram sobre o tema, o que mostra a preocupação dos praticantes em se proteger de eventuais riscos.
Outro dado interessante é que o estudo mostra que 60% dos escaladores já teve lesões devido a prática desse esporte.