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Para Scheidt, Pan será a última competição na Laser


Por Daniel Costa | 11/07/2007 - Atualizada às 14:58



Scheidt quer se despedir da Laser no Pan
Scheidt quer se despedir da Laser no Pan
Foto: Divulgação
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O paulista Robert Scheidt, octacampeão mundial da classe Laser, já se sente um “velejador da classe Star, que vai para o Pan como uma breve volta para a Laser”. Ele declarou ainda que o Pan-americano, que começa na sexta-feira, deve ser sua última competição na classe que também lhe rendeu três medalhas olímpicas. “A Laser para mim é uma história, e espero que seja encerrada no Pan”, comentou.

Mesmo com clima de despedida, o Scheidt afirma que a motivação é grande, e que irá para o Pan confiante no tetracampeonato. “Minha motivação é representar o meu país mais uma vez e competir em casa. Não é porque será minha última competição de Laser que não acho que tenho condições de vencer”, disse o velejador, que chegou ontem no Brasil com o título mundial da classe Star, conquistado na segunda-feira ao lado do proeiro Bruno Prada.

Scheidt só volta a competir de Laser se não conseguir garantir a vaga olímpica na seletiva brasileira para a Star, no ano que vem, quando vai enfrentar grandes nomes do esporte, como a dupla Torben Grael e Marcelo Ferreira. “Quero ir para a Olimpíada na classe Star, se não conseguir, vou tentar na Laser mais uma vez, mas meu foco está inteiro na Star agora”, admitiu.

Competir no Rio - Robert Scheidt nasceu em São Paulo, é sócio do Yacht Clube Santo Amaro, na beira da represa Guarapiranga, onde treinou a vida inteira. Para ele, competir na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, também será uma dificuldade, mas o velejador sente que a experiência no local pode ser uma vantagem em relação aos estrangeiros. “A Baía tem muita correnteza, ventos fracos e poluição. Mesmo assim, já velejei lá diversas vezes e espero que o conhecimento que adquiri me ajude a tomar as decisões certas”, afirmou.

Sobre a polêmica sobre a estrutura da Marina da Glória, Scheidt não espera surpresas. “A marina é um local que poderá abrigar os velejadores sem problemas. Serão cerca de 80 competidores em todas as classes. Já participei de três pan-americanos e nunca vi uma mega-estrutura para a vela”, concluiu.


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