De Cochin, Joca Signorini conta sobre a vida no Ericsson 4, na Volvo Ocean Race


Por Lilian El Maerrawi | 04/12/2008 - Atualizada às 10:30

Joca conta sobre primeiros meses no Ericsson 4
Joca conta sobre primeiros meses no Ericsson 4
Foto: Guy Salter/ Ericsson Racing Team
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João Signorini, conhecido no mundo da vela como Joca, timomeiro e trimmer do vencedor Ericsson 4, comandado pelo também brasileiro Torben Grael, na Volvo Ocean Race, já acumula duas conquistas na maior regata de volta ao mundo do planeta.

A bordo do barco sueco, ele e a tripulação foram os campeões das duas primeiras etapas da competição, e ainda garantiram as duas maiores pontuações na passagem pelos Portões de Pontuação, um em Fernando de Noronha (PE), na primeira perna, e o outro à longitude 58º leste, na direção das Ilhas Maurício, já no caminho para a Índia, onde sete barcos chegaram entre domingo (30) e segunda-feira (1). Somente o russo Kosatka finalizou a prova nesta quarta-feira (3).

E das terras de Cochin, Joca Signorini conversou com exclusividade com o Webventure e contou como foram os dias dele e da tripulação nesses primeiros meses ao mar.

“Cada perna tem a sua história e momentos de velejadas bem difíceis ou bem prazerosa. A primeira perna foi bem difícil no doldrums por conta de seus ventos fraquíssimos e forte calor e, no fim, quando encontramos os ventos fortes no atlântico sul, apesar de termos batido o recorde de Singradura (milhas navegadas em 24 horas) com 596,6 milhas, foram dias de velejadas muito radicais. Durante a noite estava bem difícil de velejar o barco. Essa segunda perna foi de um certo modo parecida, mas um pouco mais dura na hora do vento forte pois estávamos mais ao sul e o vento estava mais de popa com ondas enormes, dificultando bastante a nossa vida”, relembra Joca.

Traçando Estratégias - Torben Grael se mostrou muito autêntico em suas estratégias nestas primeiras etapas. Nos dois percursos ele escolheu diferentes rotas nos oceanos. O que em alguns momentos se mostrou arriscado, pouco tempo depois confirmou a sabedoria do experiente velejador que conquistou com tais atitudes a liderança tanto no percurso, na maioria das vezes, quanto na pontuação. O Ericsson 4 é o líder da Volvo, com 26 pontos conquistados.

“A nossa estratégia desde a largada era de tentar velejar bem ao sul para nos beneficiar dos ventos fortes de uma frente que sabíamos que iríamos encontrar. Como o Portão de Pontuação era o primeiro barco que cruzasse a longitude 58 graus leste, queríamos nesta primeira parte da regata rumar Leste até cruzar esta marca”, contou o timoneiro.

Para ajudar a equipe, em terra há um trabalho de meteorologistas que apóia as decisões da equipe com relação aos caminhos a serem tomados. “A nossa equipe de terra nos ajuda antes da largada, mas durante a etapa só podemos receber informações meteorológicas da Volvo. Isso faz com que todos os barcos recebam a mesma informação”, explicou. “Toda a tripulação e equipe de terra está muito focada em atingir os melhores resultados, todos trabalham muito duro em terra e no mar”, completou.


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