Equipes da Ericsson se preparam para etapa difícil até a China


16/01/2009 - Atualizada às 10:47

Magnus Olson comanda Ericsson 3 até a China
Magnus Olson comanda Ericsson 3 até a China
Foto: Rick Tomlinson/ Volvo Ocean Race
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As equipes internacional e nórdica da Ericsson Racing Team, a bordo dos barcos 4 e 3, respectivamente, se preparam para a largada da 4ª etapa da Volvo Ocean Race, que vai de Cingapura à Qingdao, na China, em um percurso de 2.500 milhas náuticas, cerca de 4.630 quilômetros, a serem percorridos em aproximadamente 15 dias. As dificuldades voltarão a estar no caminho dos barcos, que navegarão a maioria do tempo em contra-vento, com ondas que podem alcançar seis metros de altura.

"A zona de alta pressão da Sibéria é o sistema que vai determinar as condições do tempo. É um dos sistemas de alta pressão mais fortes do mundo", explica o meteorologista da equipe, Chris Bedford. "É basicamente uma extensão do ar frio do Pólo Norte, mas a temperatura da água durante boa parte do percurso deve ser morna".

A flotilha deve se deparar com ventos entre 15 e 25 nós em grande parte da perna, mas o problema será na aproximação a Qingdao, quando a temperatura deverá estar abaixo de zero. O local tem tido -2ºC de temperatura neste início do ano. Com os ventos, a temperatura bate os -17ºC. Já em Cingapura, na pausa de três semanas, as tripulações estiveram com os termômetros na casa dos 26ºC.

"Os ventos e as ondas grandes são apenas o começo, vamos velejar em temperaturas cada vez mais frias e isso dificulta bastante a etapa", diz o chefe-de-turno do Ericsson 4, Stu Bannatyne. "Quando chegarmos a Qingdao devemos encontrar temperaturas abaixo de zero, o que vai tornar nossa estada bastante complicada".

Chris Bedford atribui à perna o grau máximo de dificuldade. Até Taiwan, os barcos terão águas mornas em seu caminho no Mar da China Meridional. À oeste das Filipinas deve aparecer os primeiros desafios com recifes e correntes fortes.

"Realmente não estou muito empolgado com esse prognóstico. Nenhum dos velejadores está", brinca Magnus Olsson, temporariamente à frente do Ericsson 3 no lugar de Anders Lewander, que se recupera de uma cirurgia no joelho esquerdo.

Opções de Caminhos - Para chegar na China, os velejadores poderão optar por navegar à oeste de Taiwan, pela corrente Kuro Shivo, que proporciona águas mornas em direção ao Japão.

Mais uma opção é o Estreito de Taiwan, complexo em função de suas dimensões - são cerca de 97 milhas náuticas de largura -, que provocam a convergência dos ventos e das correntes.

E por fim, os competidores terão os caminhos próximos à costa da China, que tem ventos fracos e mar calmo, mas que exigirá mais deles, que precisarão promover muitas manobras para permanecerem no percurso bem como ter paciência para enfrentar a falta de ventos. O caminho é 50 milhas náuticas (92 quilômetros) mais curto que os outros.


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