Telefonica Blue arrisca pelo sul e assume liderança
Foto: Gabriele Olivo/ Equipo Telefonica
Ericsson 4 cai para 3ª posição e segue com flotilha ao norte
Foto: Guy Salter/ Ericsson Racing Team
Algumas mudanças relevantes aconteceram após a passagem da flotilha da Volvo Ocean Race no Portão de Pontuação da 5ª perna da regata. Antes, Torben Grael comandava a liderança, perdendo-a para o norte-americano Puma, que também derrapou na estratégia e vê o Telefonica Blue, de Bouwe Bekking abrir uma vantagem de 27 milhas na primeira posição. Agora, Grael e a tripulação do Ericsson 4 são os terceiros colocados, distante 35 milhas de Bekking.
“O que acontece com esta perna? Tinha previsto que forçaríamos e quebraríamos o nosso recorde de singradura em 24 horas logo depois da passagem pelo Portão de Pontuação. Em vez disso, velejamos a contravento com uma brisa de leste e contemplando uma forma de ‘negociar’ com o ciclone tropical que se estabelece na nossa frente”, reportou o proeiro do Ericsson 4, Ryan Godfrey.
Os barcos seguiram a mesma rota que o Ericsson 3 optou logo após a passagem pelo Portão. Ericsson 4, Puma e Green Dragon deram meia volta e deixaram a rota do sul somente para o líder, o Telefonica Blue, que veleja com ventos de leste e cerca de 25 nós. Já o restante da flotilha encara ventos de 15 nós.
"Pelo amor de Deus, estamos abaixo da latitude 40º sul! Por favor, nos dê um sotavento e deixe esses Volvo Open 70 fazerem o seu melhor", completou Godfrey.
O motivo das opções de rota é que ao norte, as equipes evitam a zona de alta pressão que bloqueia a passagem de ventos fortes de oeste no sul. Já pelo caminho que Bekking optou por levar seu barco, a tripulação enfrenta a zona de alta pressão, os ventos fracos e inconstantes, mas que diminuem as milhas restantes para o final da maratona de quase 23 mil quilômetros da etapa.
“Isso joga com os seus nervos. Você sabe que está velejando devagar, mas tem de ser paciente e não há nada para se fazer”, contou Bouwe Bekking.
Passagens Obrigatórias - Todos se aproximam da passagem pelos dois
Ice Gates, que estão localizados na latitude 47º sul entre as longitudes 155 Oeste e 140 Oeste, e que evitarão que os barcos velejem próximos à icebergs e massas de gelo. Após cruzarem as marcas, as equipes terão um outro Portão de Pontuação a oeste do Chile, na latitude 45º sul entre as longitudes 120 Oeste e 105 Oeste. “Os barcos podem atravessar os portões de norte para sul, de sul para norte ou apenas se manterem a norte deles”, explicou o Diretor da Regata, Jack Lloyd.
Já o Telefônica Black, comandado por Fernando Echavárri, uma das equipes que abandonou esta etapa da regata por danos estruturais, chegou à Marina da Glória, no Rio de Janeiro, vindos de Cingapura.
“Teremos duas semanas para consertar o barco e então teremos tempo para treinar e fazer as verificações para a regata in-port, que será em 4 de abril”, disse Echavárri.