Na passagem pelo Cabo Horn, Torben ameaça liderança do Ericsson 3


Por Redação Webventure | 17/03/2009 - Atualizada às 11:45

Magnus comanda liderança do Ericsson 3 no Horn
Magnus comanda liderança do Ericsson 3 no Horn
Foto: Gustav Morin/ Ericsson Racing Team
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Magnus Olsson colheu alguns frutos do bom trabalho realizado com a tripulação do Ericsson 3 nesta terça-feira (17). Ele foi o primeiro a passar pelo Cabo Horn, garantindo os 4 pontos do Portão de Pontuação. Distante apenas 18 milhas náuticas, Torben Grael será o segundo a cruzar o temido local, que é a fronteira entre os oceanos Pacífico e Atlântico, no Chile. O brasileiro garantirá 3,5 pontos, mantendo ainda a liderança da regata de volta ao mundo. Porém, mostra recuperação e se aproxima do líder, e Grael pode retomar a primeira posição logo após a saída da região, quando se deslocarão em direção ao Brasil.

"Sempre que você passa pelo Cabo Horn o coração bate um pouco mais rápido. Dá para sentir os momentos históricos que marcaram este lugar, todos os homens do mar que lutaram para montar o cabo. É fantástico", disse Magnus Olsson, que aos 60 anos de idade já passou pelo lendário cabo seis vezes, três delas liderando uma tripulação na Volvo Ocean Race.

"O Cabo Horn é o Monte Everest dos velejadores", comemorou Torben Grael, que passou pelo cabo pela segunda vez na carreira.

Ken Read segue atrás do Ericsson 4 no comando do Puma. Cem milhas o distancia de Torben, e caso mantenha a 3ª posição, garantirá mais três pontos na classificação geral, assumindo a 2ª colocação da disputa, com o Ericsson 3 deixando o 5º lugar para se firmar na 3ª posição.

Já o Green Dragon detém uma desvantagem de 210 milhas do líder e se aproxima do Cabo Horn, com o Telefonica Blue indo na última posição, e com 746 milhas de distância.

“Parece que os meninos do Ericsson 3 conseguiram nos deter – e ‘fair play’ para eles – eles fizeram uma boa jogada após a passagem pelo primeiro Portão de Pontuação. Uma jogada que nenhum de nós foi corajoso suficiente para fazer”, elogiou o tripulante de mídia do Ericsson 4, Guy Salter.

Temido - O Cabo Horn apresenta difíceis condições climáticas, com mar bravo, ondas grandes e ventos fortíssimos, alcançando quase 90 km/h, por ser o encontro dos dois oceanos. No local, há uma pequena ilha com o farol, marcando a épica “curva” do continente sul-americano.

Rick Deppe, tripulante do Puma, relata que os velejadores da equipe norte-americana apresentam cansaço extremo após mais de um mês no mar, na maior etapa da Volvo Ocean Race, com quase 23 mil quilômetros. “É visível em seus rostos”, comentou ele dizendo ainda que alguns tripulantes seguem amuados realizando seus trabalhos e lutando também contra o frio.

Depois de seguirem para o extremo sul do planeta, os barcos terão de cambar a norte após o Horn para seguirem em direção ao Rio de Janeiro, onde terminará esta 5ª etapa. Para os primeiros colocados, restam pouco mais de duas mil milhas para o fim da regata. Na passagem pelo Cabo, eles encontram ventos a favor entre 20 e 25 nós, com rajadas de até 60 nós (111km/h).


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