Após quase 50 dias, Ericsson 3 chega ao Rio de Janeiro e vence 5ª perna da VOR


Por Redação Webventure | 26/03/2009 - Atualizada às 09:41

Magnus mostra a alegria se vencer a etapa
Magnus mostra a alegria se vencer a etapa
Foto: Dave Kneale/ Volvo Ocean Race
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Após quase 50 dias no mar, já que para a equipe do Ericsson 3 a 5ª perna da Volvo Ocean Race começou em Taiwan, passou pela China sem paradas e sem fazer a regata in-port e rumou para o Rio de Janeiro, a épica etapa da maior regata de volta ao mundo começou a acabar no Brasil às 7h40 desta quinta-feira (26), com a vitória dos tripulantes nórdicos comandados por Magnus Olsson.

“Foi inacreditável! Fizemos uma estratégia fantástica quando precisamos. Aksel Magdahl (navegador) fez um trabalho excelente. Executamos sua estratégia de uma maneira plena”, elogiou o comandante já no Rio de Janeiro. A estratégia elogiada por ele foi cambar ao norte após a passagem pelo primeiro Portão de Pontuação, em que eles passaram na segunda colocação. A opção os colocou no fim da flotilha mas por muito pouco tempo, já que logo após, as condições por aquela rota se tornaram extremamente favoráveis, porém já era tarde demais quando todas as outras equipes optaram pelo mesmo caminho. O Ericsson 3 já tinha uma vantagem considerável.

Além de todos os desafios da mais difícil e maior etapa de toda a história, Magnus encarou o desafio de assumir o controle da tripulação na etapa anterior, quando o então comandante Anders Lewander se machucou e teve de deixar o barco para fazer uma cirurgia. Após sua recuperação, a direção da Ericsson optou por manter Magnus Olsson à frente do barco.

Luta Épica - “Nós não pensávamos em vencer”, disse ele sobre a saída atrasada em oito horas de Qingdao com relação aos concorrentes graças ao período que passaram em Taiwan consertando o barco. A pausa foi realizada na 4ª perna e eles só a finalizaram quando a 5ª etapa já havia largado. “Chegamos lá (Qingdao) cansados, com oito horas de atraso, homens novos na tripulação, mas gerenciamos tudo isso e revertemos a situação. É fantástico!”.

Para manter boas velocidades e alcançar a meta da vitória e da primeira colocação na passagem pelo segundo Portão de Pontuação, Olsson teve de confiar 100% em seu navegador, que por um momento pensou ter feito a escolha errada, já que rumar ao norte, em um primeiro momento, não os colocou na ponta da flotilha.

“O Aksel disse que que se a estratégia funcionasse, teríamos que velejar muito bem, com uma performance sem erros, caso contrário chegaríamos atrasado na zona de baixa pressão que nos avançaria. Velejamos muito bem e no limite da destruição do barco. Mas gerenciamos para que ele ficasse inteiro. Foi a nossa chave para o sucesso”, comemorou Olsson.

O Ericsson 4, de Torben Grael, é aguardado no Rio de Janeiro ainda nesta quinta-feira. A equipe entrou em Stealth Mode, um mecanismo que os tira do radar para que eles possam fazer a estratégia escolhida sem que os concorrentes saibam onde estão. Somente a organização da prova os acompanha, por segurança.


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