Bochecha (esq) tentará completar sua 1ª etapa no Delta Lloyd
Foto: Luiz Doro Neto/ Adorofoto
Ainda sem ter completado uma etapa inteira nesta edição da Volvo Ocean Race, André Fonseca, o Bochecha, segue otimista para a sexta perna da regata de volta ao mundo, que partirá no dia 11 de abril do Rio de Janeiro e terá 4.500 milhas náuticas até Boston, nos Estados Unidos. Tripulante do Delta Lloyd desde a quarta etapa, o velejador olímpico espera um percurso calmo pelas águas do Atlântico nos próximos dias.
“Eu entrei no barco na etapa entre Cingapura e Qingdao, na China, e dois dias antes de chegarmos, paramos em Taiwan com uma quebra na proa. Paramos porque tinha o risco do barco afundar. Mas como temos uma equipe pequena, não deu tempo de consertar o barco e terminar os trabalhos a tempo de velejarmos da China para o Brasil. Foi a melhor escolha que fizemos, porque se tivéssemos continuado e os problemas reaparecessem na quinta etapa, teríamos problemas maiores”, contou ele na Marina da Glória.
Bochecha foi um dos pilares das semanas que a equipe do Delta Lloyd ficou no Rio de Janeiro realizando consertos no barco e treinando para a regata in-port, na Baía de Guanabara. Ele esteve no papel de tático na disputa local, que aconteceu no sábado (4), e levou o time à terceira colocação da regata. “Ele foi muito feliz na tática do barco”, elogiou Marcelo Ferreira, brasileiro, companheiro de Torben Grael na classe Star, que compos a tripulação do Delta Lloyd na in-port.
Em sua segunda volta ao mundo, Bochecha esteve sob o comando de Torben Grael no Brasil 1, em 2005/06, e ao lado do seu comandante do barco holandês, também tripulante da embarcação brasileira, Roberto “Chunny” Bermudez. “No Delta Lloyd temos menos verba do que no Brasil 1. Não disputamos as primeiras colocações. Nosso objetivo é dar a volta ao mundo”, declarou o catarinense.